• Dr. Manuel Barrios

ODONTOFOBIA: SIM, ELA AINDA EXISTE !


O medo chega ao paciente odontofóbico antes mesmo dele entrar pela porta do consultório, por isso é importantíssimo uma estrutura onde o paciente se sinta em casa, com uma equipe mais focada na humanização do atendimento, isso faz com que ele fique mais calmo e confiante, desde a hora em que entra na clínica até a hora em que vai embora.

Quando se trata de ir ao dentista, a “resistência” apresentada por inúmeros pacientes encontra origens em causas diversas. E, independentemente da alegação que se faça a esse respeito, o fato é que o “trauma” categorizado num nível mais intenso, ganhou até mesmo um nome específico – a Odontofobia–, sobre o qual vem sendo divulgados alguns importantes esclarecimentos, de modo que se possa minimizar – e/ou, definitivamente, eliminar – o medo dos pacientes, facilitando tanto quanto possível a sua relação de confiança e bem-estar com os profissionais da Odontologia e com os procedimentos que estes realizam na prevenção e/ou no tratamento específico de cada um.


O medo de dentista, leia-se: procedimentos odontológicos , pode começar na infância e ainda ser “transmitido” aos filhos. É importante saber que hoje há avanços incríveis na odontologia que afastam a principal vilã que causa a odontofobia, a dor. É fundamental entender que esse medo reserva no futuro problemas graves de saúde bucal e muitas vezes sistêmicos (como no caso de endocardites e alguns tipos de pneumonias)se não for tratado e vencido.

Assumir que tem medo de tratar dos dentes é um passo importante para começar a enfrentar a odontofobia. Conversar seriamente sobre o problema com o clínico, e , se for o caso, vale até mesmo recorrer a um psicoterapeuta.


A relação entre o paciente e o profissional deve ser de confiança mútua. Quando o paciente não se sente à vontade com o seu dentista, tem todo o direito de procurar alguém com quem se sinta seguro. Busque antes referências com amigos e pessoas conhecidas para conhecer o histórico do profissional;

Muitas pessoas ficam constrangidas e escondem seu medo de submeter-se ao tratamento odontológico. É preciso saber que a odontofobia é um problema frequente, tanto em mulheres quanto em homens, cerca de 30% da população mundial sofre dessa fobia.

Identificar o foco do medo é fundamental, junto com o profissional, tentar verificar qual é o maior ponto de receio no tratamento: a injeção para a anestesia? O barulho do “motor”? O cheiro do consultório? Medo de sentir dor? Ao identificar o que mais incomoda existe a oportunidade de tirar dúvidas a respeito daquele aspecto e desfazer algum mito;


É importante que o Cirurgião Dentista sempre explique cada passo do tratamento para o paciente. O paciente deve prestar atenção nessas explicações e questionar, se não entender algo.

Quando existir a necessidade, há duas formas de sedação que são fortes aliadas dos profissionais, na hora de realizar procedimentos nos pacientes com odontofobia. A sedação por Gás de Oxido Nitroso é indicada para procedimentos mais simples e também ajudar pacientes com níveis mais leves de medo de dentista. Há também a Sedação Endovenosa, que é indicada para procedimentos mais complexos como a extração de Dentes, Enxertos Ósseos e colocação de Implantes Dentários. A sedação endovenosa, mais indicada para pacientes com acentuados níveis de odontofobia é realizada por médico anestesista que permanece ao lado do paciente durante todo o procedimento, controlando o nível da sedação, para dar apoio e suporte ao paciente até o fim da cirurgia.

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